Vamos fazer um filme

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Minha vida parece um filme ultimamente. Porém, não uma comédia romântica – infelizmente – onde tudo acaba bem no final e a protagonista não faz nada além de procurar um Justin Timberlake para amar eternamente. Também não esta um drama – embora eu chore bastante – onde as coisas só ficam piores e a única saída para a dor é morte. Não, nem é para tanto. Tem características de novela mexicana, com direito a barracos e nomes chulos.

É como uma grande produção da comédia, com – muitos – bêbados em noite de quinta-feira, crises existenciais quando chapada, diálogos espontâneos e ligações safadas para desconhecidos. Contudo, encontramos elementos de seriedade também. Papos filosóficos, lágrimas verdadeiras. Idiotas verdadeiros. Dramas amorosos, familiares e crises de independência. Um filme muito inteligente.

Ele não é uma grande produção, muito pelo contrário, de baixíssimo orçamento. Mas muito bem filmado, com cenas perigosas – sem dubles, quase atropelamentos, corridas dramáticas em dia de chuva e diálogos profundos em um posto de gasolina abandonado e inúmeras músicas cantadas e dançadas no meio da rua.

Bom ou ruim, meu filme é tudo menos previsível. Ele (des)constrói os personagens o tempo todo, além de ser uma montanha russa de sentimentos – culpem a protagonista. Se ele não merece Oscar, vou pelo menos conta-lo por aí.

Samyres Freitas

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