Quando aperta o peito

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Queria te agradecer pelo carinho. Mas você me chamaria de idiota por estar agradecendo por algo que gosta de fazer. Então fico quietinha no seu colo sentindo as energias do lugar. Não há o que sentir, só você, que catalisou as ondas do meu quarto. Não consigo dormir, porque parece desperdício de tempo. Outra coisa que você riria de ouvir, já que temos todo o tempo do mundo. Ou talvez concordasse comigo, vai saber.

A gente conversa, eu me ajeito. Eu rio de você, e levo bronca. Vou buscar água, você me busca pra cama. A gente transa e volta ao começo. E vamos fazer isso até o sono protestar. Ou o corpo cansar. E toda vez que caímos no silêncio confortável, eu penso em escrever esse momento. Porém, nunca consigo. Parece que se tratando de você, minhas palavras perdem o talento.

Mas escrevo. Escrevo pra transbordar, já que não cabe em mim. Preciso que meus melhores amigos – a caneta e o papel – saibam que estou tranquila. Que quando aperta o peito, na verdade estou contente, já que nasce um novo amor.

Samyres Freitas

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