Diário de bordo (terrestre)

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O grito existencial move minhas cordas vocais e chega à garganta seca de palavras para representa-lo. O que sai é um suspiro rouco de alívio. Sou livre, ele expressava. Tão livre que não preciso mais dizer que o sou.

Caminho pela noite fria de vento cortante. As luzes da Grande Praça reinventam imperadores absolutistas. Hoje eu caminho só. Aqui as pessoas dividem apenas aventuras e sentimentos. Sempre que fecho os olhos, ao ar livre ou sobre teto, tenho apenas a companhia do meu mais puro eu (lírico). E isso é a minha solitária experiência passada ao papel.

A sensação de pequenez se foi. Hoje sou tão grande quanto o céu. Faço de mim meu mais primitivo desejo e a cada dia amadureço cinco anos. A vida marca minhas curvas em cada vão momento. Por isso, volto para casa com novas tatuagens.

Samyres Freitas

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