Diário de bordo (aéreo)

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Cercada de pessoas. Sozinha. Só sinto a presença da minha própria respiração. Sob luz fraca, minha mente desesperadamente ativa vagueia pelos sonhos alheios. Um filme antigo passando na TV. Movimentos hipnóticos dessa nave mais pesada que o ar – porém que voa com facilidade – ninam bebês em seus sonhos infantis. Eu, particularmente, os preferia correndo pelos corredores.

Há um certo charme em estar acordada quando todos estão dormindo. Escuto as mesmas músicas há cinco horas, atravessando o oceano. Lembrei de você entre um refrão e outro, entre América e Europa. Senti um aperto no peito por pensar em nossas noites juntos que enquanto você sonhava, eu lia acordada, você.

E a única coisa em que consegui pensar, foi em meu desejo que fiquemos juntos de novo. O mundo esta cobrando minha parte que lhe pertence. Nasci solta, não posso ficar. Porém, eu estarei de volta, cariño. Até lá, espero que lembre das minhas tatuagens e do meu cheiro. Não todos os dias, apenas o suficiente para não me esquecer.

Samyres Freitas

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