De quatro em quatro estações

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Conheci teus olhos castanhos na primavera. Tempo de novos amores. Foi numa tarde quente, perto de um jardim de margaridas que entreguei meu coração.

Chegou o verão e as coisas se tornaram quentes. Derretemos juntos nas tardes de sábado em uma junção perfeita de corpos e suor. Teu cheiro era tabaco, o meu, lavanda.

Vêm os dias frescos, que o Rio de Janeiro não conhece o frio, e os piqueniques eram acompanhados das folhas que choviam para enfeitar o chão. O dia nublado inspirava preguiça, filmes e pipoca, nunca tristeza. Outono é tempo de renovação.

Porém, como tudo na vida tem seu fim, o inverno está aqui. E o meu ciclo de estações acabou. O clima acompanha a dor da minha alma, enquanto todos retiram cachecóis do armário. Ele está aqui para me fazer reclusa. Mas também para me fazer crescer.

Aguardo o fim de setembro para acordar em um novo amor, que talvez dure mais primaveras.

 

Samyres Freitas

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